Dúvidas

1. Como faço para organizar minha vida financeira?

André Massaro: Uma vida financeira desorganizada é daquelas coisas que, num primeiro momento, parecem uma "barreira intransponível". Porém, o processo de organização pode (e deve) ser decomposto em partes menores. Uma recomendação é que a pessoa comece, simplesmente, registrando seus gastos.

Num primeiro momento não é preciso nem analisar os gastos, mas só registrar. Após um período relativamente curto (um ou dois meses), a pessoa pode ter uma surpresa (ou mesmo um susto) vendo os valores registrados e, desses registros, sairão "insights" e informações importantes que ajudarão a organizar "de fato" a vida financeira. Então, a dica é: Comece fazendo registros.

2. Como fazer um orçamento mensal?

André Massaro: Um orçamento é, essencialmente, um planejamento financeiro projetado para o futuro.

Antever o que vai acontecer no futuro é muito complicado (na verdade, é impossível). Porém, podemos ter uma razoável segurança nessas previsões se, simplesmente, olharmos o passado. Os gastos de um indivíduo ou família tendem a ficar mais ou menos estáveis (exceto se houver algum evento incomum). Por isso, o ideal é usar o passado (ou seja, dados históricos sobre gastos) para fazer o orçamento.

O problema da maioria das pessoas é que elas NÃO TÊM essas informações, por isso é tão importante fazer registros dos gastos, pois esses registros serão usados como "base" para planejar o futuro.

3. Como sair do cheque especial?

André Massaro: "Sair" do cheque especial não é difícil. Uma forma comum de "sair" dele é pegando um empréstimo mais barato (um crédito consignado, por exemplo) para cobrir o saldo devedor no cheque especial.

Porém, a verdadeira dificuldade está em identificar e sanar aquelas situações que levaram a pessoa a recorrer ao cheque especial. Sempre é importante lembrar que o endividamento nunca é o verdadeiro "problema", e sim uma consequência... O "problema real" está em outro lugar, e é ele que precisa ser sanado.

Se a causa verdadeira não for identificada e sanada, a pessoa pode até "tapar o buraco" do cheque especial com outro empréstimo, mas rapidamente vai cair na mesma armadilha.

4. Como faço para sobrar dinheiro?

André Massaro: A resposta aqui é puramente matemática: "Gastando menos do que se ganha". Porém, apesar da resposta óbvia, a implementação disso no dia a dia nem sempre é tão fácil. A pessoa precisa criar controles e acompanhamentos para assegurar que se chegue no final do mês com dinheiro. Nisso, as ferramentas de controle financeiro (como planilhas e aplicativos) podem ajudar.

5. Tenho dificuldades de colocar meus gastos em planilha e também já fiz uso de app para auxiliar na análise e previsão de gastos. Com base nisso, o que me indica como outra alternativa?

André Massaro: Infelizmente as opções são um pouco limitadas. Existem inúmeros aplicativos e planilhas e o ideal seria ir tentando até achar algum com o qual se adapte. Alguns preferem ir no modelo "tradicional", usando cadernos e agendas. A verdade é que a ferramenta, em si, não é relevante. O que realmente importa é que os registros sejam feitos em algum lugar.... E "algum lugar" que não seja na própria cabeça!

6. Qual a melhor forma de investir mesmo ganhando pouco?

André Massaro: "Ganhar pouco" não é um pretexto aceitável para não investir, pois hoje existem inúmeras opções de investimento para quem tem pouco dinheiro. Exemplos que valem a pena mencionar são alguns CDBs (títulos bancários) com investimento mínimo de um real, ou o Tesouro Direto, com mínimo de trina reais.

7. Previdência privada para os filhos é um bom investimento? Além da taxa de administração e, obviamente, da carteira de investimento do fundo, o que mais nos devemos atentar?

André Massaro: Previdência privada é uma boa forma de fazer investimentos de longo prazo tirando proveito de benefícios fiscais. Conforme foi ressaltado, é importante verificar os custos do investimento para ver se não "anulam" o benefício fiscal mas, exceto por isso, é uma boa opção. Além dos custos, é interessante analisar o perfil de risco do fundo (se mais conservador ou agressivo).

8. Sempre tive medo de fazer investimentos, pois conheço muito pouco do assunto e por isso ainda guardo o dinheiro na poupança. Você teria alguma sugestão por onde eu deveria começar?

André Massaro: A principal sugestão que eu gosto de dar é "estude, se informe e, para o seu próprio bem (e do seu dinheiro) não peça sugestões". É raro conseguir uma sugestão ou recomendação de investimentos que seja isenta de conflito de interesses ou, simplesmente, que "faça sentido".

Porém, para não deixar a pergunta sem resposta, um bom caminho para começar é o Tesouro Selic (do Tesouro Direto) que, provavelmente, é o investimento mais conservador do Brasil neste momento (e um excelente "próximo passo" para quem está na caderneta de poupança).

9. Qual a melhor maneira de diversificar os investimentos? É seguro investir todo o dinheiro em um banco só, mesmo que seja um dos grandes?

André Massaro: Não é uma boa ideia concentrar o dinheiro em um único banco. No Brasil, os depósitos bancários são cobertos até o valor de R$ 250 mil. Acima desse valor é recomendável "espalhar" para outros bancos. Abaixo desse valor também pois, apesar de estar coberto, em caso de "quebra" do banco o dinheiro pode ficar inacessível por algum tempo.

10. Com cenários de recessões e crises, qual a melhor maneira de se proteger financeiramente para o futuro?

André Massaro: Existem investimentos, tanto no universo da renda fixa quanto da renda variável, que são considerados mais "conservadores". Para o investidor comum, é sempre interessante (independentemente de cenários de crise) adotar uma postura um pouco mais defensiva e precavida.

Investir de forma defensiva é algo válido. Porém, a melhor forma de se proteger financeiramente é adotando um estilo de vida em que se tenha uma boa "folga" financeira, procurando poupar dinheiro para ter liquidez e "fôlego financeiro" nesses momentos de crise.

11. Como tornar a previdência Siemens mais atrativa nos dias atuais, partindo do pressuposto que as pessoas não ficam tanto tempo mais na mesma empresa?

Previ-Siemens: O Plano CD, por ser um plano patrocinado pela Siemens, tem uma grande vantagem em relação a planos oferecidos por bancos e seguradoras pois a empresa faz uma contrapartida de 75% a 175% do valor investido pelo participante (Contribuições Programadas), o que por si só já é uma grande vantagem sob a ótica financeira.

Além disso, os participantes que não permanecerem na empresa por muito tempo podem continuar seu planejamento para a aposentadoria realizando a Portabilidade, ou seja, transferindo o seu Saldo de Conta Total acumulado no plano (com suas contribuições, mais as contribuições da empresa em seu nome, mais o retorno dos investimentos) para outra previdência, seja para um plano oferecido por bancos, seja para o plano oferecido pelo novo empregador.

12. Posso transferir plano de previdência de um banco para a Previ-Siemens? Como faço?

Previ-Siemens: Sim, é possível trazer recursos de outro plano para a Previ-Siemens fazendo a Portabilidade (de entrada, diferente da saída de recursos da pergunta anterior). O processo é feito inicialmente no plano de origem e, assim que a Previ-Siemens receber e processar as informações vindas da entidade de origem, os recursos passam a compor o saldo do participante e ficam disponíveis para consulta na Área Restrita do site. Para qualquer assistência para realizar o processo, entre em contato conosco pelo e-mail previsiemens@previsiemens.com.br.

13. Qual o limite não tributado para aplicação na previdência? Como faço para que esse percentual seja sempre investido?

Previ-Siemens: O governo oferece um incentivo fiscal para pessoas que realizam contribuições a planos de previdência complementar (como o Plano CD da Previ-Siemens) e fazem a declaração anual de Imposto de Renda pelo modelo completo.

O limite desta isenção é de 12% dos rendimentos tributáveis anuais, ou seja, para a maioria dos colaboradores, estamos falando do salário mensal sem contar 13º salário e Bônus/PLR, pois estes têm tributação exclusiva.
Para aproveitar ao máximo o incentivo fiscal dentro do Plano CD, o primeiro passo é fazer a Contribuição Programada pelos percentuais máximos, pois para esta contribuição a empresa faz contrapartida (consulte as regras de contribuição no material explicativo do plano ou utilize nosso simulador).

Para o que faltar para alcançar o incentivo máximo (faça as contas entre suas contribuições mensais e o limite de 12% citado acima), é possível fazer a Contribuição Eventual, seja mensalmente para diluir o valor ao longo do ano, seja na forma de um aporte único até o final do exercício.